Um Cientista, uma história

Às vezes, ao começarmos a estudar alguma disciplina, aprendemos seus diversos conteúdos e nos esquecemos de perguntar o básico, o que tudo aquilo significa?

[Texto originalmente publicado na Coluna Ciência e Meio Ambiente]

Seria legal se a primeira explicação na primeira aula de matemática não fosse sobre números, aritmética ou conjuntos, mas uma conversinha rápida sobre o que é matemática e porque a estudamos. Para a ciência vale a mesma ideia. Afinal,todos sabem que é devido a ela que conseguimos colocar homens no espaço, projetar os computadores que mantêm a Internet funcionando, ou criar as vacinas que salvam milhões de vidas.

Ela é uma coisa enorme, distante, feita por homens de óculos grossos com muitos e muitos anos de estudo, que trancados em seus laboratórios cheios de equipamentos e vidrarias, desenham fórmulas matemáticas enormes em grandes e empoeirados quadros negros.

A ciência nasce de nossa vontade natural de entender aquilo que achamos que é interessante, seja por nos afetar de alguma forma, seja por nos agradar de algum modo. As coisas e fatos que motivam nosso interesse também despertam nossa curiosidade e atraem nossa observação.

A ciência nasce desta ação simples, a observação curiosa de algo em que temos interesse. Para isto não precisamos necessariamente dos grandes laboratórios ou das fórmulas matemáticas. Quando observamos algo que nos interessa queremos entender, saber mais, encontrar explicações para o que observamos.

A ciência é isto. Explicações testadas sobre as coisas e fatos que nos interessam, obtidas a partir da observação e do estudo destas coisas e fatos. Ao longo dos anos muitos cientistas não vêm só estudando em seus laboratórios, eles vêm fazendo mais que isso, eles vêm divulgando a ciência. A divulgação cientifica é definida como a ‘’popularização cientifica para caracterizar atividades que buscam fazer uma difusão do conhecimento científico para públicos não especializados’’.

A divulgação científica é fundamental para o desenvolvimento da ciência, uma vez que ela é responsável pela circulação de ideias e divulgação de resultados de pesquisas para a população em geral. Desta forma, potencializando o debate científico e instigando novos talentos para atividades de ciências.

Mas saber sobre ciência, suas aplicabilidades e definições não basta por exemplo, você sabe quem projetou as Sondas Vikings ou melhor ainda quem descobriu a penicilina? Ou seja você sabe sobre ciência mas não sabe os nomes por traz de tudo isso.

Um dos maiores divulgadores científicos foi Carl Sagan durante a segunda metade do século XX, especialmente após a série televisiva Cosmos, de sua autoria, exibida pela primeira vez em 1980, que por coincidência é o mesmo cientista que ajudou a projetar as Sondas Vikings, projeto este desenvolvido pela NASA.

Recentemente, a TV Cultura juntamente com o Sesi desenvolveram um projeto com 30 episódios com o titulo ‘Um cientista, uma Historia’, este projeto conta biografia de 30 nomes importantes da ciência brasileira. Entre eles, estão Carlos Chagas, o mineiro responsável por identificar os agentes causadores da doença de Chagas, e Veridiana Victoria Rossetti, a primeira mulher formada engenheira agrônoma no Brasil em 1937, que identificou a bactéria Xylella fastidiosa, responsável pela praga do amarelinho alem de outros nomes famosos.

Conhecer um pouco mais sobre ciência, seus principais estudos e divulgadores é importante, pois possibilita adquirir conhecimento básico sobre seu funcionamento e suas reais necessidades. Acredito ainda que divulgar a ciência é um papel cada vez mais importante de todo profissional, complementando o ensino formal e informal de ciências, reconhecidamente deficiente no Brasil.

 

Referências:

http://www.portaldaindustria.com.br/cni/imprensa/2015/10/1,74981/serie-de-30-episodios-do-sesi-e-canal-futura-conta-a-vida-de-cientistas-brasileiros.html;

http://www.sbpcnet.org.br/site/noticias/materias/detalhe.php?id=2389.



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Author: Émilin CS

Engenheira ambiental. Têm experiência na área de saneamento e gestão ambiental, buscando soluções usando QGIS e Bizagi. Atua na área de modelagem matemática para rompimento de barragens com software HEC-RAS.

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